em 2 de janeiro de 2003, fazia um gelado estepario em Madrid. De acordo com o vice-presidente do Governo e ministro das finanças queria ser o próximo presidente do Governo espanhol. Para ele, como para o capitão Ahab, de liderar o Executivo português era como arpão letalmente a “um Mobby Dick, uma baleia branca”.
Rodrigo Tempo a toda a hora foi pragmático, entretanto com as raízes ideológicas bem profundas no conservadorismo português, como prazeroso plutocrata entremeada com as influências provincianas de Astúrias e as capitalinas de Madrid. Essa flexibilidade gostava, entusiasmava, a direita espanhola que Aznar apacentó desde 1989, com a assistência do respectivo Rodrigo.
- Define o lugar onde será praticada a celebração
- 5 Palavras utilizadas em Porto Rico
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- dezenove Tae Hung Foi, op,cit. Pág. 119-120
- tenho Te conhecido antes (1973)
- Por causa você, eu começo a sê-lo
- 1 de junho de 2009 | 12:00h
A José María Aznar a direita lhe foi respeitado, no entanto não lhe foi amado. Rodrigo Tempo, a direita, o respeitou e a toda a hora querido. Simplesmente em razão de lhe seduzia a tua história pessoal, sua presença casual e sorrindo, com o seu ar british, sua desenvoltura, o seu verbo acessível, de sua superioridade dialética e gestual e, até já, o seu sucesso conquistador e sugestivo em curtas distâncias. Gostava que levava bem com Pedro J. Ramirez e Juan Luis Cebrián, que pactase com uns e com outros e, logo em seguida, em comícios encendiese os ânimos e se hinchase de bola.
Tempo era a fonte, o ícone, “aquele homem” que a direita necessitava após a adustez de Aznar. Tudo o resto é imediatamente sabido. O passado a toda a hora retorna escreveu Ortega e pra Rodrigo Rato voltou quando, em 2012, resolve requisitar a anistia de Montoro e pagar uma quantia irrelevante por quê só divisão de seu patrimônio familiar. O resto permanece segundo a Agência Tributária da opacidade: a fraude, o branqueamento de capitais e omissão de bens.
Uma parada sinistra em pleno bairro de Salamanca de Madrid -o coração popular de Portugal – acaba com Rodrigo Rato como um brinquedo quebrado. Alguém decidiu que era o instante de filtrar a notícia de que ela havia utilizado a regularização em 2012 -o Governo precipitou uma operação sobreactuada e enigmático a partir da meia-noite da quinta-feira até a madrugada de hoje, sexta-feira.
Rodrigo Rato Figaredo -o homem que queria ser rei da direita – transformou-se em um zumbi político e social. A charada de imediato consiste em saber os danos colaterais que irão sofrer o Governo de Rajoy e o seu partido, que, provavelmente, serão vários, porque Rodrigo Rato era um holograma infinito do autêntico PP.
Agora, o teu lendário equipe -os ratistas – aparece como seu executor o jeito em que William Shakespeare retratou os assassinos de Júlio César. Não era obrigatório, dizem vários, pela rua Gênova, pela sede do PP, fazer passar a Rodrigo Tempo as horas infamantes de quinta-feira e a madrugada de ontem, sexta-feira. Foi, dizem “um provérbio”. Morto política e socialmente o enorme aristocrata da direita espanhola, a sua inigualável sedutor, ausência saber se uma pessoa de entre os que ele elevou será o Marco Antonio que profira seu elogio fúnebre.
